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IBPT na Imprensa

Publicado em 10/08/2017

Tributos atrapalham as comemorações do Dia dos Pais

Levantamento da Associação Comercial de São Paulo revela que alguns itens de grande procura para a data possuem mais da metade do preço formada por impostos

Fonte: DC - Diário do Comércio

Tributos atrapalham as comemorações do Dia dos Pais

Presentes típicos do Dia dos Pais, como gravatas e sapados, carregam embutidos em seus preços uma média de 45,6% de impostos, de acordo com levantamento da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) baseado em dados do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT).

Entre os produtos pesquisados, bebidas e perfumes são as que mostraram as maiores cargas tributárias. Do preço da vodca, por exemplo, 81,52% são equivalentes a tributos. No caso do whisky, são 61,22%. No perfume importado, há 78,43% de tributos embutidos no preço para o consumidor final. 

“O levantamento é um retrato e um alerta do quanto de imposto sai do bolso do brasileiro e vai direto para os cofres públicos. E isso fica ainda mais pesado em época de crise”, diz Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp). 

Dói no bolso:

Vodka: 81,52%

Perfume importado: 78,99%

Perfume nacional: 69,13%

Whisky: 61,22%

Relógio: 56,14%

Aparelho de DVD 50,39%

Água de colônia nacional: 50,38%

Aparelho MP3 ou iPOD: 49,45%

Barbeador elétrico: 48,11%

DVD automotivo: 46,63%

Bola de futebol: 46,49%

Câmera fotográfica: 44,75%

Óculos de sol: 44,18%

Telefone celular: 39,80%

Calça Jeans: 38,53%

Sapatos: 36,17%

Gravata: 35,48%

Camisa: 34,67%

Almoço em restaurante: 32,31%  

Produtos do setor de vestuário e calçados ― geralmente os preferidos para Dia dos Pais ― também têm cargas tributárias elevadas, como calça, camisa e casaco de couro (todos com 34,67%) e sapatos (36,17%). 

As taxas mais baixas estão nos itens de cultura, entretenimento e alimentação, que possuem isenções: livros (15,52%), ingressos de teatro/cinema (20,85%) e almoço/jantar (32,31%). 

De acordo com João Eloi Olenike, presidente do IBPT, “infelizmente os principais presentes escolhidos para a ocasião são considerados supérfluos pelos órgãos arrecadadores, o que se reflete em uma elevada tributação e acaba restringindo as compras.”