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Publicado em 27/08/2017

As 3 mudanças que mudariam o Brasil

O governo brasileiro é uma catástrofe, mas existem algumas mudanças simples que poderiam virar o jogo

Fonte: Infomoney

As 3 mudanças que mudariam o Brasil

O governo brasileiro vive um drama. Um drama que começou há muito tempo, mas que veio à tona junto com a crise.

É inegável: a máquina pública brasileira gasta muito. E não somente gasta muito, como gasta muito mal. Segundo um estudo de 2015 do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação, dentre os 30 países com as maiores cargas tributárias do mundo, o Brasil possui o pior retorno de impostos em prol da população.

Foi a quinta vez consecutiva em que o Brasil ficou em último colocado nesse ranking. E enquanto o Brasil continuar o mesmo, isso não irá mudar.

Os problemas são muitos, mas não impossíveis de serem resolvidos. Existem 3 mudanças que, se colocadas em jogo, poderiam melhorar – e muito – a situação do nosso país. São elas:

Diminuir os salários dos parlamentares

O Brasil é um país onde há uma disparidade grotesca de salários entre a população e os seus representantes políticos. Essa disparidade se torna evidente quando comparamos o nosso país com outros lugares ao redor do globo.

Enquanto, no Brasil, pagamos um salário 16 vezes maior do que a renda média do país, em países desenvolvidos – quais os EUA, Nova Zelândia e Alemanha – esses valores não chegam a 4. Até mesmo países menos desenvolvidos que o Brasil, como a África do Sul, conseguem pagar um salário mais razoável aos seus políticos.

Essa onda de salários elevados tem uma consequência: o Brasil é o segundo colocado no ranking de países onde se mais gasta com parlamentares, perdendo apenas para os Estados Unidos. O problema é que, diferentemente do Brasil, os EUA tem margem para custear esse luxo.

Precisamos aproveitar que o caminho em 2018 está aberto para promover mudanças nestes salários. É fato que, se eles fossem reduzidos, o Brasil poderia economizar muito dinheiro - até mais dinheiro do que com cortes nas polêmicas áreas sociais. Porém, para realizarmos isso, seriam necessários ajustes profundos. Não basta cobrar mudanças apenas dos cargos executivos – como presidentes e governadores –, mas cobrarmos mudanças de todos os 3 poderes.

Diminuir a participação do governo na economia

O governo brasileiro participa ativamente na parcela de consumo do país. E, justamente essa interferência, mais atrapalha do que ajuda. E temos inúmeros exemplos disso.

A Ferrovia Norte-Sul é um deles. Foi um projeto que veio desde o governo Sarney, em 1987, prometendo entregar uma ferrovia que conectará os estados de Maranhão e São Paulo. Por enquanto, a ferrovia não chegou ainda a São Paulo, mas já custou aos cofres públicos o total de 25,8 bilhões de reais, sendo que o investimento inicial previsto estava em 9 bilhões.

Além disso, a própria Petróbras é outro exemplo de ineficiência do governo, onde uma empresa estatal, que chegou a ser a oitava maior do mundo, foi assolada por um grande esquema de corrupção.

Para Thiago Nigro, criador do canal O Primo Rico e entusiasta do Código da Riqueza, o governo faz uma gestão péssima de seu orçamento: “Enquanto o governo brasileiro insistir em tomar a responsabilidade de muitas atividades econômicas, veremos uma má gestão sendo feita. Precisamos de uma menor intromissão do governo na economia, e tirar dele o papel desenvolvedor, esse papel é para o setor privado. Com menos obrigações nas mãos do governo e ele estando fora daquilo que não é seu papel, ele poderá ser mais eficiente com as suas verdadeiras obrigações”.

O Código da Riqueza será uma série, em quatro capítulos, totalmente gratuita sobre dinheiro, investimentos, negócios e empreendedorismo e você pode saber mais clicando aqui.

Enquanto incentivarmos um governo intervencionista, estaremos sujeitos a ver cada vez mais recursos sendo gastos sem o devido cuidado.

Pagar os salários de acordo com a produtividade

É impossível não citar as disparidades de salário entre um funcionário público e um funcionário do setor privado. Muitos podem até ver isso como um ponto positivo do setor público, mas a realidade é que há poucos funcionários que produzem um valor que justifique os seus recebimentos.

A questão é de ordem prática: há gente recebendo mais do que produz.

E, isso, quem paga é você.

Além disso, no funcionalismo público, há poucos incentivos – claros e objetivos – que priorizem a produtividade. A possibilidade demissões, que deveria funcionar como um sistema de pesos e medidas, privilegiando o melhor servidor, são dificultadas; ou, simplesmente, não existem.

No Rio de Janeiro, por exemplo, foi aprovado no ano passado um projeto de lei do qual faz com que uma demissão de um servidor público em estágio probatório só possa ser feita mediante um projeto de lei específico, que depende da assembleia do estado.

Esse tipo de medida engessa as relações de trabalho e gera sintomas que não são vistos na iniciativa privada. Uma gestão pautada na eficiência do setor, principalmente que faça sentido para o orçamento público, é algo a ser atingido pelos próximos governos.

Cortar o número de funcionários públicos é uma opção. Vários países, como Nova Zelândia, fizeram isso e deu certo. Reduzir os salários de alguns servidores públicos também é outra opção. Mas é uma realidade que se precisa pagar um valor justo.

Temos várias medidas a serem feitas, mas tudo isso precisa fazer sentido para o orçamento do governo e ser pautado não em escolhas políticas, mas em escolhas lógicas. Assim, teremos, finalmente, um governo que justifique o imenso esforço de cada um dos contribuintes brasileiros.

Veja matéria na íntegra - https://goo.gl/gjZNr1