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IBPT na Imprensa

Publicado em 19/09/2017

Você acha que a Receita Federal 'enrola' para liberar a restituição do IR?

O brasileiro tem por cultura deixar para a última hora.

Fonte: Uol notícias

Você acha que a Receita Federal 'enrola' para liberar a restituição do IR?

Nesta sexta-feira (15), a Receita pagou as restituições do quarto lote do IR 2017 para cerca de 2,4 milhões de contribuintes. Juntos, eles devem receber R$ 3 bilhões. Você é daqueles que esperam com ansiedade a cada novo lote para saber se foi contemplado? Em caso negativo, acha que a Receita "enrola" para liberar as restituições? 

O UOL levantou o histórico de distribuição da restituição do IR de 2013 até este ano; os dados estão disponíveis no site da Receita. A cada ano, são sete lotes, pagos entre junho e dezembro. A quantidade de contemplados é sempre menor nos dois primeiros lotes, e começa a aumentar a partir de agosto. 

Critérios seguidos pela Receita 

A Receita Federal segue alguns critérios para dividir os contribuintes por lotes de restituição. 

Por lei, idosos, pessoas com deficiência física ou mental e portadores de doenças graves têm prioridade para receber o dinheiro. Depois de pagar os contribuintes preferenciais, a Receita organiza a fila de restituição por ordem de entrega da declaração. Ou seja, quem entregou no início do prazo costuma receber nos primeiros lotes. Para quem teve que corrigir a declaração original, enviando uma retificadora, o que vale é a data da correção. 

Os dados divulgados no site do órgão confirmam essa sequência.  

Por que mais gente fica para o final?

Para especialistas ouvidos pela reportagem, o órgão acaba deixando um número maior de contribuintes para os últimos lotes por três motivos:

1. Mais tempo para checar informações

"Ao analisar os últimos anos, notamos que a Receita acaba postergando a restituição de um número maior de contribuintes porque precisa de mais tempo para checar as declarações", afirma Andrea Nicolini, coordenadora de Imposto de Renda da Sage IOB. Mesmo com toda a tecnologia, quanto mais tempo o Fisco tiver para fazer a validação e o cruzamento de informações, melhor.

2. Governo precisa ter dinheiro para pagar restituições

Além disso, para restituir os contribuintes, o governo precisa ter dinheiro nos cofres públicos, afirma Andrea. Por isso, deixar para os últimos lotes a maior quantidade de restituições talvez seja uma saída para conseguir dar conta do pagamento, diz ela. "Obviamente, a questão orçamentária é levada em consideração. A Receita deve ter um orçamento para fazer a devolução mês a mês. Afinal, são valores significativos para o caixa dos cofres públicos. Mas não há uma posição formal da Receita em relação a isso."

3. Pouca gente entrega no começo do prazo

A quantidade de restituições também costuma ser menor nos primeiros lotes porque muitas pessoas entregam a declaração perto do fim do prazo, segundo João Eloi Olenike, presidente-executivo do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação). A data-limite para entregar a declaração do IR é sempre o último dia útil de abril.

"O brasileiro tem por cultura deixar para a última hora. Perto do fim de abril é que muita gente vai correr para entregar a declaração. No começo do prazo, o volume de declarações entregues é muito menor", diz ele.

Deixar para última hora pode ser bom negócio

Em geral, quem opta por deixar para a última hora a entrega da declaração costuma receber a restituição nos últimos lotes, mas com uma correção maior pela Selic (taxa básica de juros). Por exemplo, quem entregou até 4 de março, teve a restituição paga no segundo lote, de 17 de julho, com correção pela Selic de 2,74%. Se a pessoa entregou até 9 de abril (correspondente ao lote liberado nesta sexta-feira), terá o dinheiro corrigido em 4,34%.

Veja o cronograma (em anexo). 

IR 2017: Veja deduções que pouca gente conhece

Mensalidade da escola e gastos com consultas médicas são deduções conhecidas no Imposto de Renda, mas há algumas outras menos usadas, como cirurgias plásticas, massagens e dentaduras. Clique nas imagens acima para conhecer algumas dessas deduções diferentes, que podem aumentar sua restituição a receber ou reduzir seu imposto a pagar.

CIRURGIA PLÁSTICA - As regras da Receita Federal permitem que o contribuinte deduza os gastos com cirurgia plástica "reparadora ou não". Ou seja: mesmo as cirurgias feitas com fins estéticos podem ser abatidas, sem limite de valor. Mas é preciso apresentar comprovantes dos valores gastos no hospital.

MÉDICO NO EXTERIOR - Quem faz um tratamento ou uma cirurgia no exterior pode deduzir os gastos no Imposto de Renda, desde que tenha como comprová-los. As despesas com passagem e hospedagem, no entanto, não podem ser deduzidas.

CADEIRA DE RODAS - Gastos com a compra de cadeiras de rodas também podem ser deduzidos do Imposto de Renda, de acordo com as regras da Receita Federal. O valor deve ser informado na declaração como "despesa médica". Se a despesa não constar da conta do hospital, guarde a nota fiscal da compra e laudo médico caso a Receita peça comprovação.

PRÓTESES DENTÁRIAS - Despesas com próteses dentárias, como dentaduras, coroas e pontes, também podem ser deduzidas do Imposto de Renda, assim como o gasto com a colocação e a manutenção do aparelho dentário. As despesas, porém, precisam ser comprovadas em nota emitida pelo dentista. O mesmo vale para a compra do aparelho.

PERNA MECÂNICA - Pernas e braços mecânicos, assim como calçados e palmilhas ortopédicos, também podem ser deduzidos do Imposto de Renda. Devem ser informados como "despesas médicas". Se a despesa não constar da conta do hospital, guarde a nota fiscal da compra e laudo médico caso a Receita peça comprovação.

MARCA-PASSO - É possível também deduzir o valor gasto com a compra e a colocação do marca-passo (aparelho que regula o funcionamento do coração). Para que isso seja possível, no entanto, o equipamento deve estar incluído na conta do hospital ou na conta emitida pelo médico.

MASSAGISTA - Despesas com massagistas, enfermeiros e assistentes sociais podem ser deduzidas do Imposto de Renda desde que o contribuinte ou seu dependente tenha ficado internado e os gastos sejam incluídos na fatura emitida pelo hospital.