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Publicado em 23/11/2017

Indústria promove 2º Dia Sem Imposto

Fiepe mostrará o peso da carga tributária vendendo cervejas e lanches em food park montado na federação

Fonte: Diário de Pernambuco

Indústria promove 2º Dia Sem Imposto

O debate sobre a carga tributária é antigo, mas em tempos de retomada da economia, população e setores produtivos pedem mais do que nunca uma contrapartida dos governos para ajudar no crescimento. A verdade é que ninguém quer deixar de pagar imposto, mas a população quer mais saúde, educação e segurança, assim como as indústrias querem infraestrutura e outros direitos para se manterem competitivas na hora de colocar o produto no mercado. E com razão. Para debater o assunto, a Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe) vai realizar 2ª edição do Dia Sem Imposto.


O produto que sai da indústria sofre ajustes de preço que podem aumentar o valor na prateleira em até 40% somente em tributos diretos (federais, estaduais e municipais). Quando se coloca os indiretos, o preço pode sofrer aumento de até 60%. A orientação é que empresas busquem planejamento e governança para reduzir a carga sem sonegar para conseguir oferecer um artigo mais barato e ajudar o consumo, principal instrumento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil.


Para mostrar o peso da carga tributária no dia a dia, os visitantes poderão consumir cervejas e lanches no food park sem impostos montado no estacionamento da Fiepe. Além disso, a instituição repetirá a venda de dois smartphones e de um notebook de última geração sem taxação. Os interessados em comprar os eletrônicos com esse abatimento terão que participar de um sorteio.


O gerente do núcleo de economia e negócios internacionais da Fiepe, Thobias Silva, avalia que, sem dúvida, o empresário não quer deixar de pagar tributos, mas ele precisa ter esse imposto de volta. “Empresários pagam, mas querem um estado mais enxuto, que economize nos custos para que invista em infraestrutura, por exemplo, para que se possa produzir de forma competitiva. Quando a carga é alta, como a nossa, o produto tende a ficar mais caro e favorece a entrada de produtos estrangeiros quando o dólar estiver baixo. Não dá para competir em igualdade nesse cenário”, analisa.


De acordo com o diretor regional do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), Carlos Alberto Pinto, na retomada da economia o planejamento tributário e os processos de governança tributária serão essenciais para que as empresas cresçam. Regra fundamental: ainda que não se tenha retorno, não dá para deixar de pagar.


“O melhor cenário é racionalizar. Por mais que haja um estupro da carga tributária que recai sobre quem produz, a tributação é estratégica para o país. Tem que se pagar, mas o momento é de analisar essa carga e observar o que se pode fazer. Administração e planejamento podem amenizar a pancada, que favorece o preço que chega ao consumidor. Com preços mais atrativos, o consumo chega e a indústria ganha. Isso tem que ser pensado. Menos impostos e taxas representam preços menores e, em economias que estão se reerguendo, são essenciais. Empresário tem que parar de pensar como antigamente, que era só sonegar ou então emitir a guia e pagar imposto. Dessa forma, muitas vezes, paga-se mais do que deve de tributos”, complementa.