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Publicado em 19/03/2019

"Dados", a nova moeda da área tributária

Enfim 2018 se foi. Porém, de tão intenso, a sensação é que vivemos 10 anos em apenas um na área tributária! Sobrevivemos ao corte da alíquota do Reintegra de 2% para 0,1%, para viabilizar a redução de R$ 0,46 do preço do litro do diesel e colocar fim à greve dos caminhoneiros, a partir 1º de junho.

Fonte: https://www.segs.com.br/mais/economia/160966-dados-a-nova-moeda-da-area-tributaria

"Dados", a nova moeda da área tributária

Enfim 2018 se foi. Porém, de tão intenso, a sensação é que vivemos 10 anos em apenas um na área tributária! Sobrevivemos ao corte da alíquota do Reintegra de 2% para 0,1%, para viabilizar a redução de R$ 0,46 do preço do litro do diesel e colocar fim à greve dos caminhoneiros, a partir 1º de junho.

Enfrentamos os desafios da estreia da nova EFD-Reinf (Escrituração Fiscal Digital de Retenções e Outras Informações Fiscais), as alterações importantes ocorridas no Siscoserv – Sistema Integrado de Comércio Exterior de Serviços, Intangíveis e Outras Operações que Produzam Variações no Patrimônio.

Um ano de reflexão sobre os impactos do BEPS - Base Erosion and Profit Shifiting (Erosão de Base Tributária e Transferência de Lucros) e o Bloco W no IRPJ, com a finalidade de balizar o movimento tributário global e inibir a guerra fiscal entre os países, reduzindo as inconsistências jurídicas. Que ano!

Tudo isso no cenário efervescente de eleição presidencial e grandes expectativas para as urgentes reformas que precisam avançar. Ainda assim, o Brasil seguiu como o país onde as empresas mais gastam horas para cumprir todas as obrigações fiscais segundo estudo do Banco C o p a divulgado em 2017.

Uma empresa industrial no Brasil gasta, em média, 1.950 horas por ano para apurar e cumprir as obrigações tributárias. Enquanto isso, em países como Argentina, Alemanha e México, as empresas gastam pouco mais de 200 horas/ ano e ainda, Espanha, EUA e França menos de 200 horas/ ano. E isso tudo se deve não à falta de tecnologia, mas ao excesso de burocracia.

Sabemos que a Receita Federal Brasileira é uma das mais tecnológicas do mundo, porém está focada em aumentar o controle e a fiscalização nas empresas. Por isso, nos dias de hoje, não é possível estar em dia com o Fisco sem uma tecnologia que acompanhe as exigências da Receita. É fundamental buscar parceiros que possa aliar tecnologia com conhecimento técnico para tornar a gestão de tributos cada vez mais estratégica para as empresas.

A complexidade tributária no Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), envolve cerca 63 tributos e 97 obrigações acessórias – conjunto de documentos, registros e declarações utilizadas para o cálculo dos tributos e que precisam ser enviados ao Fisco dentro de prazos pré-estabelecidos sob pena de multa, provenientes de 27 estados e mais de cinco mil municípios com legislações diferentes.

Além disso, estima-se que cada empresa tem que seguir atualmente mais de 3.790 normas, o equivalente a 5,9 quilômetros de folhas impressas em papel formato A4, ainda de acordo com o IBPT. A cada dia, uma média de 30 novas regras ou atualizações tributárias são editadas no país. A cada hora, mais de uma nova norma tem que ser seguida ou levada em conta no cálculo dos impostos.

A cada 200 funcionários, um trabalha na área contábil no Brasil. Nos Estados Unidos, a proporção é um para mil e, na Europa, um para 500 de acordo com levantamentos da Stefanini Tecnologia.

Toda essa estrutura de tecnologia e recursos humanos que as empresas precisam montar para lidar com a burocracia consome cerca de 1,5% do seu faturamento anual, de acordo com a pesquisa do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT).

Pagar impostos é apenas uma etapa de um processo do qual ainda se faz necessário calcular o valor do tributo a ser recolhido, preencher inúmeros formulários e analisar todas as normas de forma estratégica para pagar o imposto correto e calcular a melhor forma de buscar os créditos tributários.

Mas, em 2018, as empresas do setor tributário também contra-atacaram e o uso da tecnologia como aliada da área de pagamentos de tributos avançou num movimento sem volta.

A gestão tributária sem o apoio de ferramentas tecnológicas provou-se cada vez mais inviável para que o cumprimento das obrigações seja estratégico e não comprometa a saúde financeira e a imagem da empresa.

A utilização da tecnologia de inteligência artificial, RPA e Big Data para amparar o volume de dados, e ainda analisar toda a massa de informações geradas para atender às obrigações fiscais, trazer novas oportunidades de redução da carga tributária e a eliminação de riscos é realidade e marca o início de uma nova rotina do profissional da área tributária. "Dados" serão a "nova moeda" para o setor.

Diante de tantos avanços tecnológicos, antagonicamente, a grande expectativa do setor para 2019 está voltada algo mais manual: a "canetada" do governo para a simplificação dos pagamentos de impostos. O negócio é aguardar. É lançar os dados e com eles nossa sorte e expectativa por um país mais simples nas questões tributárias.

Rogério Borili é vice-presidente de Produtos da Becomex. Engenheiro da Computação, responsável por desenvolver soluções que criaram processos inovadores na área tributária. É responsável por ampliar o mercado da Becomex, com o objetivo de oferecer às empresas as mais modernas práticas tributárias, reforçando a posição como uma das melhores e mais completas empresas de consultorias tributárias atuantes no país.

Há mais de 20 anos no mercado, Rogério Borili usa sua experiência junto à área tributária e de comércio exterior das maiores corporações atuantes no país para implementar soluções inteligentes e seguras que melhoram a competitividade e geram resultados surpreendentes e sustentáveis.

Antes de fundar com seus sócios a Becomex, Borili atuou como consultor em diversos grupos empresariais, como AGCO, COSAN, DuPont, Villares e Sadia.

Sobre a Becomex

A BECOMEX é uma empresa de tecnologia e consultoria especializada na área tributária, fiscal e aduaneira. Atua nos processos de governança fiscal e aduaneira com conhecimento aliado à tecnologia. Com profissionais altamente capacitados e metodologia exclusiva, contribuí para tornar as áreas tributária, contábil e aduaneira ainda mais estratégicas e lucrativas nas empresas. Com mais de 10 anos de atuação, atende cerca de 900 clientes de diversos segmentos, entre eles Grupo Votorantim, Tramontina, Ford, Renault, entre outros. Está presente em seis estados brasileiros, além do Distrito Federal, com mais de 300 colaboradores. www.becomex.com.br