Dívida dos contribuintes ultrapassa a arrecadação nacional

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Queda na atividade econômica e o desemprego provocaram com que a dívida ultrapassasse R$ 2,01 trilhões.

Fonte: IBPT

A queda acentuada na atividade econômica e o consequente desemprego provocaram, pela primeira vez, com que o estoque da dívida dos contribuintes brasileiros, de R$ 2,21 trilhões, ultrapassasse a arrecadação anual da União, Estados e Municípios, de R$ 2,01 trilhões. Os dados são do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação – IBPT, que divulgou ainda que em relação ao Produto Interno Bruto – PIB, segundo a nova metodologia do IBGE, a carga tributária brasileira foi de 34,21% no ano passado, ante 33,92% em 2012; 33,09% em 2009; 28,04 em 1999; 22,16% em 1989; e, por fim, 20,07% em 1979.

De acordo com o coordenador de estudos do IBPT, Gilberto Luiz do Amaral, a carga tributária brasileira, que é a relação entre a arrecadação de impostos e a produção econômica, em proporção ao PIB, cresceu mais de 70% em 36 anos: “Esse recorde está na contramão do que precisamos para nos reerguer: cortar impostos para elevar a competitividade das empresas e reduzir a alta carga de tributos que pesa sobre os consumidores”, comenta o especialista.

Reforma PIS/Cofins

Para agravar ainda mais o cenário, o governo estuda uma proposta de unificar o cálculo das contribuições Programa de Integração Social – PIS e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – Cofins, criando uma nova contribuição social. Para Amaral, tal medida, se aprovada, afetará diretamente o caixa das empresas de todos os portes e segmentos, principalmente do setor de serviços. “De cada 10 postos de trabalho do setor de serviços, dois poderão ser extinto, acaso a alteração seja aprovada”.

A proposta do governo é extinguir o regime cumulativo, onde não há créditos tributários para serem compensados na cadeia produtiva – e por isso, é mais utilizado pelo setor de serviços, já que essas empresas não têm insumos que gerem créditos. Por sua vez, no regime não cumulativo, mais utilizado pela indústria, as empresas se utilizam dos créditos tributários para compensar a cobrança das contribuições ao longo da cadeia – por isso, a contribuição é maior: de 9,25%.

Vale lembrar que o governo pretende elevar a taxa de 3,65% de PIS/Cofins paga pelas empresas para 9,25% ao ano. Com isso, a arrecadação desses tributos deve subir R$ 50 bilhões anualmente. Por fim, o coordenador de estudos do IBPT destaca que o aumento de mais esse tributo fará com que as empresas repassem o custo para seus produtos, o que impulsionará – e muito – a inflação. “Por conta da crise econômica e dificuldade das empresas em aumentar preços, haverá ainda mais pressão na inflação e aumento da informalidade no setor”, finaliza Gilberto Luiz do Amaral.

Clique aqui e faça o download do estudo na íntegra.

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Sobre o IBPT

Os estudos do IBPT são referências no mercado e visam identificar a carga tributária dos diversos setores da economia brasileira ou de uma empresa, especificamente. Eles fornecem um diagnóstico da tributação que incide sobre determinadas atividades, com dados suficientes para implementar uma gestão tributária e aumentar a competitividade. Realizamos pesquisas corporativas e de setores específicos para reduzir o peso dos tributos por meio de uma gestão tributária eficiente.

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